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Aprendendo sobre piraíba

por Pepe Mélega
Postado em 07 de Maio de 2018

Pesquisar, estudar, debater com quem pesca é importante no aprendizado de um espécime que vamos pescar pela primeira vez. Mas se for uma piraíba, só estando ao vivo na hora da captura para entender os porquês!

Tudo começou ao conhecer o Thadeu Ortona (do grupo Peixes de Couro) e um rascunho de seu guia de pesca que achei interessante e pensamos em realizar uma expedição para comprova-lo e assim divulgar. Durante o Pesca Trade Show de 2017, em novo bate papo - para planejar nossa jornada, fui apresentando a outros dois membros do grupo Daniel Martinez e Felipe Naous do PennRaíba. Assim se consolidou, a quatro mãos, essa matéria que você está lendo. Muita informação foi pesquisada e trocada antes, durante e depois. 

Nosso destino ao campo de teste foi o Rio Araguaia - sua fama o precede e sem duvida é o local onde se dá um grande numero de capturas de piraíba. Mas vale destacar que  possui um “intruso” que, às vezes, se faz presente que é a pirarara. A Pousada Asa Branca - Cristalino foi nossa casa durante a última semana do mês de marçoe a nós se juntaram os guias Rodrigo da Costa, o Caruara, e Eden Fernandes, o Amazonense, que muito contribuíram.

Nossa expedição visava a piraíba (Brachyplathystoma filamentosum) (veja box sobre o espécime), moradora do Rio Araguaia e as presentes recomendações são fruto da prática de pescar nesse habitat! Foi lá, muito provavelmente, que pescadores e guias desenvolveram a técnica de pescar com muita linha, muitas vezes mais de 300 m entre a isca no fundo do leito e a ponta de seu caniço. 

Óbvio que nessa técnica não se arremessa e sim se solta a isca com o barco em movimento. Mas, por que isso? Você pode conhecer muitas respostas, mas com certeza o grande responsável por isso é o botoe sua genialidade em aprender! 

O boto aprendeu que o barulho dos barcos representa comida. Ele os acompanha, fica ao redor e acaba por roubar a isca. Isso não é privilégio da Bacia do Araguaia. É um comportamento conhecido em outras bacias e aqueles que pescam os tucunarés amazônicos sabem o que é esse comportamento. 

Para fugir desse “ladrão” de iscas foi desenvolvida a técnica de soltar a isca com o barco em movimento. O raciocínio lógico é que ele acompanhe o barco e dê um tempo para, com sorte, a piraíba encontrar a isca antes. É isso mesmo: sorte! O boto vai encontra-la e não há dúvida disso! Dessa forma, ao parar o barco e lançar sua poita, as iscas estarão aproximadamente a 300, 200 e 100 m de distância. 

A íntegra desta reportagem você confere na Edição 281 da Pesca & Companhia!
 

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