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Pantanal Norte: chegamos primeiro!

por Pepe Mélega
Postado em 07 de Março de 2018

A temporada de pesca nos rios de Mato Grosso começou no dia 1º de fevereiro. No dia seguinte, já estávamos no Patanal para ver tudo de perto

Confesso que não entendo a lógica - bem não entendia, até essa viagem para pescar logo no início da temporada. As águas estão altas, há muitas áreas alagadas por onde o peixe está, de difícil acesso aos pescadores e não importa se estão embarcados ou não. Então por que tantos gostam de ir pescar nessa época?  Aprendi estando lá, numa visita ao Recanto do Dourado, instalado num local excelente no Rio Paraguai. 

É neste período de chuvas e rios cheios que o pacu (Colossoma mitrei) está no leito e reinam absoluto. Há outros peixes de cheia como o piauaçu, piavas, chimborês, mas o astro é o redondo pacu é há uma legião de apreciadores que marcam no calendário para sempre estarem presente nos primeiros meses de temporada.

As notícias que recebi logo na chegada à pousada eram de que a pesca do pacu estava farta e o restante complicado. Algumas cacharas pequenas e ninguém cruzou com dourados. 

Sendo assim, não perdi tempo e pedi para o guia “Amigo” que começassemos pelos redondos na primeira manhã de pesca. Partimos para a pesca na rodada, e, para minha surpresa, a isca oferecida seria o queijo prato, cortado em pedaços e em cubos  

Arremessei mais próximo a margem e começamos a descer com a corrente. Não demorou dois minutos e sinto uma pegada forte, seguido de uma corrida. Confirmo a fisgada e a briga é típica. Lá vêm o primeiro pacu para ser fotografado e solto. Seguimos e não demoreio para fisgar outro. Mal anunciei que estava com um, a vara do Amigo enverga e ele fisga também e assim foi por um bom período da manhã. 

Mudamos de tática e seguimos para próximo da margem para experimentar a pesca de batida. O resultado foi semelhante, mas com a pegada mais firme. Se a decisão fosse só pescar pacu, com certeza, embarcaríamos vários exemplares entre 42 e 48 cm - pareciam selecionados, sempre muito próximos no tamanho. 


 

Confira a íntegra desta matéria na Edição 279 da Pesca & Companhia  

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