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Pescando no frio

por Pepe Mélega
Postado em 11 de Setembro de 2017

O editor especial Pepe Mélega vai ao litoral de São Paulo provar que é possível fazer boas pescarias durante o inverno

Uma questão sobre pesca no inverno feita por nosso repórter Lielson Tiozzo aos colaboradores da revista foi o gatilho para duas pescarias que realizei em julho para comprovar que sim, é possível praticar nosso esporte durante essa estação. 

Logo após a publicação da opinião do staff  no site da Pesca & Companhia surgiu a ideia de pescar na ocasião da entrada de uma frente fria muito forte – algo comum no mês de julho. Assim, no dia 20 do referido mês, segui para o litoral de São Paulo para colocar em prática tudo que aprendi em relação à pesca no inverno. Não poderia ter sido melhor. 

Iniciamos pelo rio Itapanhaú, conferindo a temperatura da água e procurando pelo peixe no final do movimento da vazante. Saí na companhia de Thomás Schmidt, que atua como guia de pesca, e seguimos para alguns pontos que são sempre promissores. Analisamos a temperatura da água (17,8 °C) e, já de antemão, soubemos que não haveria ação, apesar da cor e do movimento da água estarem bem adequados. Consideramos a água fria para a ação dos robalos, nosso alvo principal, e decidimos tentar no começo da enchente no canal de ligação da barra de Bertioga ao Porto de Santos. 

Como o  mar estava mais aquecido (20,3 °C),  havia a possibilidade dos ataques aumentarem, graças à forte influência exercida por esta água nova que entra no canal. Não demorou para conseguirmos alguns ataques e realizarmos capturas – nada grande, mas estávamos no caminho. Aos poucos, a água do canal foi ficando mais quente (de 18,6 °C a 19,3 °C) e os peixes atacaram mais.

Com o aumento dos ataques, mudei minha forma de apresentar a isca. Schmidt continuava a usar técnicas de finesse com 4 g de jig head, linha fina e camarão de 7 cm, e mantinha um ritmo de boas capturas. Alterei minha tralha para algo mais comum – peso com 7 g e linha com 0,235 mm – e mantive a mesma cor e tamanho de camarão. Resultado: passei a capturar menos, muito menos. Voltei ao equipamento anterior, semelhante ao do Schmidt, só com com linha mais fina (0,185 mm), e os ataques e capturas  aumentaram. Detalhe: trabalhei a isca lentamente junto ao fundo. 

Decidimos ir a algum rio pequeno de serra, próximo à região da Boia Verde. Esperávamos encontrar água mais quente e tentaríamos pescar com plugs. Encontramos água mais quente durante a enchente, mas não muito (19,4 ºC). Schmidt começou com um plug de meia-água de 7,5 cm, trabalhando com toques. Optei por um stick de 9 cm. Meu parceiro capturava e eu só via o peixe passando por baixo. Troquei para uma twitch bait de 7 cm (birutinha) e, já no primeiro arremesso dela, capturei um exemplar. Com a ajuda de um termômetro digital com fio de aproximadamente 1 m de comprimento, conferi a temperatura da água e notei que estava meio grau acima, o suficiente para estar mais cômoda para os peixes. 

A  água estava linda em sua cor, sem suspensão, o bastante para retomar após o reponto para pescar na vazante. Voltamos ao canal, próximo à entrada de um condomínio, para pescar no fundo e de finesse. Notamos que o peixe estava pegando na caída, e a água havia esquentado quase 1 ºC em sua lâmina superficial (essa temperatura é a que constatamos pelo fisfinder, ou sonar). Mais uma vez comprovamos que a temperatura da água foi o gatilho para maior movimentação dos peixes. Houve até exemplares de porte muito bom, além do número de ações aumentar. Reponto da maré, hora de lanchar – afinal, saco vazio não para em pé – e aguardar nova movimentação, que seria de vazante em rio de serra. 

A íntegra desta reportagem você confere na Edição 273 da Pesca & Companhia!
 

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