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A casa dos atuns de 400 kg

por Roberto Varcasia
Postado em 03 de Maio de 2017

Saiba como funciona a pesca dos atuns-vermelhos, um dos maiores do planeta, em Prince Edwar Island, no Canadá

São sete horas da manhã de um típico dia úmido de setembro em North Lake Harbour, no extremo leste de Prince Edward Island, no Canadá. Os característicos barcos de madeira usados para pescar lagostas estão lentamente descarregando seus pescados nos hangares instalados ao longo do canal que se abre na parte sul do Golfo de San Lorenzo, no Oceano Atlântico.  

É um momento importante para os habitantes do lugar, em grande parte pescadores. Uma parte deles, na verdade, tem um único pensamento: os cardumes de arenques – espécie típica daquela região – que estão se aproximando para o período de reprodução. 

As autoridades locais já haviam decidido quais seriam as cotas que os pescadores teriam direito. Uma vez que ela fosse alcançada, a pesca acabaria. Cada pescador deveria capturar o máximo possível e, por este motivo, trabalhavam 24 horas por dia. As embarcações voltavam ao porto, descarregavam os pescados e logo partiam com outra tripulação. Os arenques são um negócio rentável, ainda que a temporada seja curta, sobretudo depois que os japoneses passaram a comprar as ovas para a produção de pratos gourmet. 

No entanto, os moradores de North Lake sabem muito bem que os cardumes de arenques não são atraentes somente para eles. São também para o peixe que fecha a cadeia alimentar marina daquele ponto: o atum-vermelho gigante. Durante a reprodução dos arenques, os atunss se aproximam para devora-los, a fim de juntar energias antes que o inverno chegue (no Hemisfério Norte a estação mais fria começa no final de dezembro) e a temperatura da água diminua consideravelmente.  

É por isto que uma vez terminada a temporada das lagostas, tudo gira ao redor do arenque: seja porque eles serão os alvos dos pescadores, ou porque, na vedade, existe o interesse em fisgar os atuns antes que eles façam a migração para o sul do Golfo do México. 

Os irmãos Tony e Bradley McDonald são pioneiros nesta pesca extrema. Depois de muitos anos, hoje formam parte dos melhores capitães do mundo na pesca ao atum-vermelho. Partimos com eles pelas águas de Prince Edward a fim de encontrar os últimos gigantes do mar. 
 

 

A íntrega desta reportagem você confere na Edição 269 da Pesca & Companhia! 

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