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Pescaria de tucunarés no Sistema Cantareira

por Valdir Nogueira da Silva, Braguinha
Postado em 27 de Setembro de 2017

É possível se divertir com os bocudos na Represa de Atibainha, no interior de São Paulo

Para fazer uma pescaria de tucunarés no Sistema Cantareira, em Atibainha, a primeira coisa que devemos saber é que os tucunas da região não atingem grandes proporções, por causa de inúmeros fatores, como a temperatura mais baixa. Esses amarelinhos são menores que os encontrados em outros Estados. Estão radicados aqui no Sudeste, nas represas de Paraibuna, Santa Branca, Igaratá, Atibainha e Paiva Castro, em Mairiporã, onde são raros exemplares acima de 2 kg. O comum é encontrarmos peixes na faixa de 500g a 1 quilo, que já considero de bom porte e são muito divertidos de se pescar quando usamos equipamentos mais leves. 

Quem quiser pescar a espécie em todas as estações do ano, terá que aprender as modalidades mais usadas para o bass. Apesar de serem mais agressivos que os verdinhos, o tucuna fica com o mesmo comportamento quando a água esfria, e se deslocam mais para o fundo. 

Quando penso nos tucunarés dessa represa, me preparo para usar desde o fly com moscas de meia-água e superfície, passando às  iscas de superfície e meia-água no baitcasting, até me servir das  famosas borrachinhas ou shads na modalidade No-sinker
Assim venho fazendo há mais de cinco anos, testando e aprendendo a trabalhar com  vários tipos de shads, tipos de linhas e anzóis para conseguir tirar o máximo de proveito dessa modalidade de pesca.

Comparando as softs com as iscas de plástico duro, diria que a cada dez tucunarés capturados com as borrachinhas, fisgaríamos só dois ou três exemplares com os plugs, na primavera e no verão, estações em que  eles estão sempre mais nas margens e nos ninhos reproduzindo. Agora, se fizermos a mesma avaliação  no outono e no inverno, se usar um plug, a chance de voltar argolados na maior parte das pescarias é enorme.

Vamos às estratégias! 

Como a água dessa represa é mais fria pela manhã e na maioria das vezes os peixes estão no fundo, o que torna menos prováveis os ataques às iscas de superfície, começo com as borrachinhas (shads) na meia-água, variando os locais e as estruturas. 

Caso não tenha resultado, trabalho alternando velocidades (mais para lento do que para rápido), mudo para as iscas de meia-água, um pouco mais no fundo, e utilizando  iscas de cores fortes vivas. Nesse caso, sem visualização do meu  trabalho, uma situação de pesca que não gosto.

Se mesmo assim não obtiver êxito, aí entro com os shads com o trabalho muito mais lento, toques bem sutis só com a ponta da vara, deixando a isca com trabalho bem errático até na maioria das vezes tocar nas estruturas no fundo. Para quem não tem noção de profundidade, a sonda é imprescindível, pois dará uma noção em relação à profundidade em que está pescando. 

Os tucunarés-amarelos do Atibainha, quando estão ativos, dificilmente ficam acima dos 3 m de profundidade. Desse modo, já eliminamos muitos pontos e a perda de tempo, que muitas vezes faz o pescador menos técnico desanimar, por não conhecer bem essa espécie e não saber onde procurá-la. 

Se mesmo usando essas técnicas eu não encontrar os peixes, a última cartada são os minijigs de bucktail, com peso entre 3,5 a 5 g, no trabalho de fundo. Nessa situação, as sondas também são fundamentais, pois vamos passar muito tempo à procura das estruturas entre 4 a 6 m, sempre de pedra ou pau, dependendo muito da época em que estamos pescando. Só uma dica: se estiver no inverno, os paus e troncos nessa profundidade são muito mais produtivos que as pedras, por causa da temperatura.

Por fim, quando você descobrir as estruturas, o padrão de ataque desse peixe, a profundidade e velocidade do trabalho, os resultados virão. É só uma questão de tempo, para que adquira confiança nesse jeito diferente de pescar. 

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