Fique por dentro!

Seis razões para pescar dourado com colher

por Redação
Postado em 20 de Junho de 2018

Isca considerada antiga é muito eficiente com a espécie

Estávamos pescando dourados na modalidade de bait casting em uma região do Rio Paraná farta de peixe. Nada melhor então do que voltar ao passado e oferecer à espécie uma “comida” que provavelmente desde muito tempo ele já não comia. Com alguns poucos arremessos consegui perceber a primeira vantagem da colher em frente das iscas de barbela tradicionais. 

1ª vantagem: excelente capacidade de ser trabalhada nas mais diversas profundidades. Como são fabricadas com metal, o pescador possui o domínio para determinar em que profundidade será melhor trabalhá-la, desde o ponto mais fundo até a superfície. Em nosso caso, como a pescaria  se dava em uma época mais fria, necessitávamos que nossas iscas descessem um pouco mais, pois os grandes dourados estavam comendo mais no fundo.

2ª vantagem: pouco arrasto. Principalmente nesta pescaria, realizada nas fortes corredeiras, a baixa resistência que a isca oferece quando é recolhida é importante porque cansa menos o pescador. Conseguíamos trabalhar a colher de forma muito confortável, mesmo com a isca sendo trabalhada bem no fundo e contra a força da água.

3ª vantagem: possui acessório antienrosco. Como o dourado é um peixe que costuma ficar próximo das pedras, de galhos caídos no rio, esta isca nos permite fazer arremessos mais audaciosos e buscar o peixe em locais onde costumeiramente outras iscas enroscariam e, portanto, não conseguiríamos obter êxito. Isso é de extrema importância, pois o dourado é um peixe arisco e, se há muita movimentação na água, acaba se afugentando e não atacando a presa. 

4ª vantagem: fisga com facilidade e dificilmente escapa. Por possuir apenas um anzol, depois de fisgado o dourado tem dificuldade em cuspir a isca. Ao contrário das tradicionais artificiais, que quando abocanhadas pelo dourado ficam “soltas” do lado de fora da boca do peixe, a colher geralmente é cravada bem no canivete e fica firme, dificultando que o dourado jogue a isca longe quando salta. A briga torna-se bem mais emocionante e aumenta a porcentagem de peixes embarcados.

5ª vantagem: produz muito brilho. Geralmente cromadas, quando se pesca com sol alto no céu, refletem a luz, chamando a atenção dos predadores que a vêem de longe e que a atacam com vontade. 

6ª vantagem: a grande vantagem e talvez a mais importante, que torna essa isca antiga tão pegadeira, é o seu nado extremamente atraente, mesmo sendo considerada rudimentar. Experimentamos trabalhar de duas maneiras principais: com recolhimento contínuo e com toques de ponta de vara. O trabalho contínuo fez a isca trabalhar um pouco mais depressa e ela acabou sendo menos efetiva, talvez pela época em que foi utilizada. Certamente na época mais propícia será de grande valia essa maneira de trabalhá-la. Quando alternamos o recolhimento com trabalho de ponta de vara e pequenas paradinhas, a efetividade realmente foi espantosa. Me surpreendeu a quantidade de ações que tivemos após começarmos  a utilizar a colher. Uma pescaria que estava com pouca atividade se tornou para lá de emocionante, com um imenso número de fisgadas e magníficos saltos do rei do rio, para o deleite do pescador. 

O único problema foi quando optamos pela não- utilização do cabo de aço, e isso nos rendeu algumas perdas de iscas e peixes respectivamente. Preferimos usar um mono 0,62 como líder, que torna o nado da isca mais atraente e aumenta consideravelmente a efetividade de arremessos e fisgadas. Ao utilizarmos o cabo de aço, tivemos uma diminuição das ações e perda de iscas, por sacrificar a apresentação e o trabalho dela. 

Newsletter

CADASTRE-SE E RECEBA TODAS NOSSAS NOVIDADES!

comentários