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Como pescar nas cachoeiras e corredeiras

por Lester Scalon
Postado em 13 de Março de 2018

Estas belas estruturas atraem muitos peixes. Aprenda mais sobre o comportamento de duas espécies desses locais e como se dar bem para fisgar o seu troféu

As belezas das cachoeiras e corredeiras não são um atrativo apenas para o ser humano, tanto que  sua magia e beleza encantam também os peixes. São várias  as espécies que  atraídas por esses locais,  mas vamos falar um pouco sobre o comportamento de dois dos habitantes dessas águas bravias -- os jaús e as pirararas.

A água mais oxigenada e as estruturas físicas diferenciadas do restante do rio são, sem dúvida, os principais atrativos das cachoeiras. Ali, a concentração de várias espécies atraídas pelo ambiente tornam o local um ponto estratégico de alimentação. Como os jaús e as pirararas são peixes de piracema e, por instinto, migram todos os anos no período da reprodução, eles têm nas águas revoltas de uma cachoeira um dos pontos de concentração. Os jaús tendem a se concentrar mais que as pirararas em tais locais, mas ambos também podem ser encontrados em todo o leito do rio.

Como as cachoeiras e corredeiras oferecem uma infinidade de opções para os peixes escolherem um local mais apropriado, o pescador também tem uma infinidade de locais para capturar seu sonhado troféu dentro dessas estruturas. Ambos transitam não só em rasuras de menos de um metro de profundidade, mas também em poços mais profundos,; praticamente vagueiam por todas as estruturas das cachoeiras e corredeiras. 

O nível das águas é determinante para o comportamento do peixe, e o pescador tem que ser extremamente observador. Existem dentro dessas estruturas os locais preferidos dos peixes, mas esses pontos mudam de acordo com o nível da água e ao longo do ano. Tais locais curingas sempre devem ser explorados primeiro, pois a movimentação do pescador dentro do pesqueiro pode interferir e assustar os peixes, já que muitas vezes os referidos  pontos são rasuras estratégicas dentro da cachoeira.


                                               
Tralha e isca

A tralha utilizada  tem que ser obrigatoriamente  pesada acima de 80 lb, e a linha precisa ser monofilamento (0,90mm a 1,00mm), pois oferece muito mais resistência contra a abrasão nas pedras. O ideal é utilizar uns 150m ou mais de linha na carretilha. Eu sempre uso mais de 200m; lembre que se o pescador não estiver no barco não poderá correr atrás do peixe, vai precisar de quantidade de linha para administrar a "briga."

Tanto o jaú quanto a pirarara não escolhem muito as iscas, peixes inteiros e pedaços de peixes são as  que são utilizadas normalmente,  independente da espécie do peixe. Comem de tudo, inclusive peixe congelado, mas coração, linguiça, salame, presunto também são opções quando não se consegue obter iscas de peixes. O modo de  iscar deixando a ponta do anzol bem saliente torna a fisgada mais eficiente, já que ambos não se importam em "ver" o anzol. 

O uso de empate de aço é obrigatório, visto que    as piranhas também são atraídas pela isca e podem cortar a linha. Uns 20cm de comprimento são suficientes e o anzol pode variar de 9/0 até 12/0. Uma vara de 6' é um tamanho ideal, e se tiver a ação mais rápida, melhor, tanto para fisgar e trabalhar o peixe fisgado quanto para arremessar iscas e chumbadas mais pesadas.

Fisgada e briga

Ambos normalmente dão a famosa "mamadinha" na isca para depois dar a corrida. Nessa hora, o pescador tem que ter paciência, pois às vezes "brincam" um pouco mais de tempo com a isca e o pescador ansioso fisga antes da hora. Deixe o peixe "correr" alguns metros, até sentir que está puxando firme a linha; ajeite e equilibre bem o corpo antes de fisgar, pois depois de fisgados a corrida de ambos é violenta. Não deixe a fricção travada demais na hora da fisgada, porque isso pode fazer você se desequilibrar. Já vi muito pescador ter a vara tirada das mãos nessa hora; eu não deixo a fricção apertada demais na hora da fisgada, aperto depois. Nesses locais, a "briga" é na queda de braço, não dá para aliviar; a busca de locas e reentrâncias nas pedras é imediata. Depois de enlocados, às vezes conseguimos que eles saiam, mas isso não se dá sempre.

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