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A história das iscas softs

por Alex Koike
Postado em 12 de Abril de 2018

Você sabia que este tipo de isca artificial existe há muitas décadas e que demorou para cativar os brasileiros?

Apesar de as iscas softs terem se  tornando mais  populares nos últimos anos aqui no Brasil, nos Estados Unidos esse cenário é bem diferente. 

Relatos dizem que na década de 1940 essas iscas iniciaram uma grande mudança no mercado de pesca norte-americano.

Em um pequeno porão de Akron, em Ohio, Nick e Cosma Creme prepararam uma mistura composta por vinil, óleos e pigmentos para produzir algo que tivesse a aparência de uma minhoca. Mas esse experimento ia além da aparência, era macio e dentro da água aparentava estar vivo. 

Em 1949, após testes e aprimoramentos, nasceria oficialmente a fábrica Creme Lures, sendo sua primeira isca a Wiggle Worm. Essa versão era vendida a U$ 1,00 o um pacote com cinco unidades. 

Quando o produto foi apresentado em uma feira de pesca de Cleveland, a marca vendeu 9.600 pacotes em apenas alguns dias.

A  demanda logo  cresceu, o negócio depressa  saiu do porão para uma pequena fábrica. A produção aumentou, mas eles ainda tinham problemas para suprir toda a demanda. 

No final dos anos 50, a fama da minhoca plástica começou a se espalhar entre os pescadores dos EUA, especialmente na região sul, o que coincidiu com a construção de diversos reservatórios. Com a popularidade em alta, a empresa foi ganhando atenção nacional, quando surgiu a necessidade de mudar novamente. Desta vez, era para o centro da pesca de bass daquela época, a cidade de Tyler, no Texas.

Naquela altura, a Creme começou a trabalhar junto com pescadores de bass, o que trouxe muitas inovações aos seus produtos e novas técnicas. A marca foi uma das primeiras fabricantes de isca a utilizar pescadores especialistas em todo o país para desenvolver e apresentar suas softs.

Grande evolução

Hoje as softs estão entre as artificiais mais populares dos EUA, por causa de sua versatilidade e eficiência para uma grande variedade de peixes de água doce e água salgada, atraindo até mesmo espécies que não são comumente capturadas com as iscas convencionais, além do preço acessível.

Elas continuam sendo produzidas a partir de plástico em estado  líquido, que é moldado em formas, numa vasta gama de tamanhos e cores. O resultado é um material flexível, daí o termo plástico macio, que na água apresenta incrível realismo nos movimentos. 

No começo dos anos 80, muitas empresas começaram a adicionar essências, apelando para o olfato do peixe. Em seguida, vieram as iscas injetadas com sal, que fazem com que o peixe permaneça com a isca na boca por mais tempo. 

Junto, vieram outras formas de acabamento para imitar a cor e o reflexo das escamas, usando folhas metálicas ou de papel holográfico dentro do corpo. Outro detalhe que aumentou o realismo da artificial é o olho, porque contribui para criar a ilusão de um animal vivo. Some a tudo isso o aperfeiçoamento dos formatos que ajudam na ação natural da soft. 

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