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Proibição da pesca do dourado tem poucos avanços em MS

por Lielson Tiozzo
Postado em 16 de Março de 2017

Audiência reúne diversas autoridades em Assembleia de Campo Grande; mas opiniões são divergentes e "conversas vão longe"

A Audiência Pública sobre a proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul durante oito anos não teve muitos desdobramentos. O encontro contou com diversos participantes ligados ao setor da pesca no Estado e de outras regiões, mas não houve um consenso sobre o tema. Novas conversas se darão nos próximos meses.

Um dos participantes, o tenente coronel da Polícia Militar Ambiental, Ednilson Queiroz, contou à Pesca & Companhia que “as conversas vão longe”. Não há uma data para uma possível nova Audiência ou apenas um outro debate entre autoridades e parlamentares. 

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal, Agostinho Catella, entende que era necessário fazer um planejamento global, com uma gestão pesqueira adaptativa e compartilhada para o Estado.

 “É preciso ter cuidado com a legislação que envolve o meio-ambiente, não faz sentido ter leis isoladas, acredito que resoluções resolveriam, pois são mais flexíveis”.

Já o presidente da Federação de Pescadores e Aquicultores do Estado de Mato Grosso do Sul (Fepeams), Pedro Santos, se posicionou contrário. 

“Não é só o profissional, o amador será prejudicado. Dourado é um dos maiores predadores do nosso rio. Fará falta aos profissionais. O local que se pesca os cardumes são as corredeiras e cachoeiras, a pesca já é proibida por lei nestes locais. O nosso setor é o mais prejudicado”.

Autor da proposta, o deputado Beto Pereira (PSDB) celebrou o encontro. E espera um trabalho conjunto para que a medida avance.  “A primeira sugestão é que a PMA, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o Ibama e Marinha do Brasil trabalhem em conjunto, construam normativas, afinal um rio não pode ser regido por duas legislações diferentes, isso é inconcebível”, pontua. “Temos que defender o que temos de mais precioso no estado de Mato Grosso do Sul e no Brasil”, conclui.

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