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Corumbá confirma proibição da pesca do dourado por dez anos

por Lielson Tiozzo
Postado em 07 de Junho de 2017

Enquanto isso, no mesmo dia, a proposta que abrange o estado inteiro não foi votada por pedido de deputada

Mato Grosso do Sul vive um verdadeiro dilema quanto à proibição da pesca do dourado. Na última terça-feira, 6, enquanto na Assembleia Legislativa de Campo Grande a deputada Mara Caseiro (PSDB) pediu vistas ao projeto que prevê a proteção por oito anos em nível estadual, em Corumbá, no interior do estado, a Câmara dos Vereadores aprovou a proposta referente à mesma espécie, porém com abrangência municipal, por um período de dez anos.

Vale lembrar que em ambas propostas apenas o pesque-e-solte da espécie fica liberado no período de pesca. O transporte e o comércio são proibidos. 

Esta é a segunda vez que Corumbá decide proteger o dourado por conta própria. A primeira vez havia sido entre janeiro de 2012 a janeiro de 2017. A medida foi considerada um sucesso pelo segmento turístico, que viu os cardumes da espécie aumentar e o interesse de pescadores também. 

"Na época a pesca ficou proibida por cinco anos e o resultado foi satisfatório. Por isso mesmo resolvemos entrar com este Projeto de Lei, estendendo a proibição por 10 anos", afirma o autor da lei municipal, o vereador Rufo Vinagre (PR).

Tucanos se “bicam”

Enquanto isso, em Campo Grande, a proposta do deputado Beto Pereira (PSDB) teve novamente a votação adiada. Na semana passada havia sido o deputado Herculano Borges (SD) quem havia pedido vistas. O projeto prevê a proteção do dourado por oito anos em todos os rios do estado. A tramitação começou há cerca de seis meses e, para revolta de Pereira, "os parlamentares parece que não a leram". 

Mara Caseiro, também do PSDB, pediu vistas novamente, alegando que pescadores do cone sul do Estado afirmam que o dourado não corre risco de extinção.  

“Temos alguns pedidos de algumas regiões. Quero só dar uma analisada, para que possamos votar com mais tranquilidade e certeza”, diz a parlamentar, em discurso parecido ao que foi feito por Borges na semana passada.

A votação deve se dar ainda nesta quarta-feira, 7, já que o prazo para nova análise é de apenas 24 horas. 

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