Dicas de Pesca

Os avanços nas varas para pesca de praia

por Vladimir Ferreira
Postado em 23 de Outubro de 2017

Modalidade tem uma evolução constante no material

Nós últimos anos tivemos muitos avanços nas varas para pesca de praia. Houve o surgimento de novos materiais, mais especificamente os compostos, que podem utilizar mais carbono e menos resinas técnicas, ou vice-versa. O uso de mais carbono resultou em mais potência, menos peso sem prejuízo a sensibilidade.

Essa questão bem complexa fez com que japoneses e europeus seguissem caminhos diferentes.   Na pesca de praia os japoneses utilizam basicamente pequenas iscas artificiais, do tipo sabiki e minhocas, já que a grande paixão por lá é a pesca do kisu, um pequeno peixe, muito parecido com os nosso peixe-rei e a manjuba. Para esse tipo de pescaria a maior preocupação no Japão acaba sendo a potência e resistência, já que para naquele país não existe o problema da questão da saída da isca do anzol ou prejuízo à apresentação dela ao peixe. Sendo assim, pescam com caniços mais leves e de ação rápida (ultrafast), obtidos com compostos que utilizam mais carbono e menos fibra de vidro, sendo que cada modelo possui várias versões, que irão ser usadas de acordo com o peso que servirá para os lançamentos.

Para identificar essas variações a   Daiwa usa uma antiga unidade de  peso, de origem chinesa, que é o Kan. Um Kan corresponde a 3,75 gramas. Sendo assim, eles utilizam versões com numerações 20, 25, 27, 30, 33 e assim por diante. Portanto, para sabermos qual o seu casting, basta multiplicar o referido  número por 3,75. Feito isso, chagaremos ao peso aproximado.

Já a Shimano utiliza letras, AX, BX, CX, DX, EX, FX e GX. O que diferencia a vara mais resistente, potente e rápida, é a ordem alfabética da primeira letra. A AX é a que suporta um casting maior e cada letra corresponde a um limite de peso aproximado, também baseados no mesmo padrão de pesos utilizados pela Daiwa. 

Os europeus acabaram encontrando dificuldade para se adaptar a esses tipos de equipamentos, já que a maioria das pescarias recreativas e competições ocorre no Mar Mediterrâneo, que possui praias mais calmas e  lá usam iscas naturais , principalmente poliquetas (minhocas de praia), moluscos e crustáceos. As fabricantes do próprio continente, na grande maioria as italianas, acabaram criando uma alternativa,  que é o uso de caniços híbridos, que viraram mania por lá, tanto que as fabricantes japonesas foram obrigadas a produzir produtos semelhantes, já que haviam perdido uma importante fatia de mercado na Europa. 

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