Mundo Pesca

Conheça a big bait Tobi-kichi

por Fábio Tatsukawa
Postado em 09 de Outubro de 2017

Nosso correspondente no Japão, testa em primeira mão a bigbait projetada por Teru Bombada

Como a Tobi-kichi foi lançada recentemente no Japão e poucos conhecem as técnicas que podem ser empregadas com ela. Teru revelou todos os segredos com exclusividade para a Pesca & Companhia, e isso me incentivou fazer essa matéria para os pescadores brasileiros.

Confesso que, inicialmente, acreditava que essa seria uma bigbait igual a outras do mercado. Mas, logo percebi que estava enganado. 

No dia marcado, um sábado ensolarado de primavera, encontrei o Teru de manhãzinha no Lago Biwa. Tivemos uma grande decepção ao ver uma grande área do lago com a água suja, devido as plantações de arroz que haviam começado o seu plantio naquela semana. 

Elas despejam um grande volume de água barrenta, o que atrapalharia a nossa intenção de pescar no visual com uma inovadora técnica conhecida como bottom bumping, que faz a bigbait bater no solo como se trabalhássemos com um jighead. Foi a primeira vez que vi uma bigbait fazer essa ação.

Turbine antes de usar 
Para realizar esse movimento, primeiramente devemos cortar três fatias de peso adesivo com quatro gramas cada, sendo que uma fatia vem na embalagem da artificial. Cole duas fatias na parte de trás da barbela, e uma fatia na cabeça da artificial na parte superior, que totaliza 12 g.
 
A isca ficará num ângulo de 90 graus (vertical) parada no solo para aplicarmos toques fortes de vara para fazer o grande plug subir e descer sempre no mesmo ângulo, sem sair do local.

Essa ação para uma bigbait ainda é uma novidade para os japonese e, principalmente, para o bass que está acostumado com as ações verticais de outros modelos.

Esse trabalho consegue irritar com facilidade o animal que está defendendo o seu território por causa dos movimentos e do barulho irritante da artificial batendo no solo.
 
A Tobi-kichi possui três garateias afiadíssimas, o que aumenta as chances de fisgar o bass no momento de uma rápida investida sobre a artificial. Para evitar o enrosco nas estruturas, tudo foi bem projetado. Com a artificial na posição de 90 graus, as garateias não entram em contato direto com o solo, dificultando que ela se prenda nas pedras ou galhos.

A presilha na barbela não serve apenas prender a peça, mas também para dar apoio e estabilidade quando a artificial tocar no solo e ficar parada na posição vertical.

Os equipamentos

Teru utiliza uma vara da marca Tulala modelo Pimenta, de 5´5´´ para lançar iscas de 3oz, o mesmo material que ele usa para os tucunarés amazônicos. Diz o pescador, que esse equipamento facilita os arremessos curtos, principalmente quando ele está desembarcado, em lugares fechados e com árvores ao redor. Nessas estruturas fechadas, segundo o Teru, é necessário uma linha de multifilamento de 65lb para evitar a corrida do enorme bass para dentro das estruturas.

Usei uma vara da Major Craft Volkey de 7´6´´, para arremesso de iscas de 3 oz. Naquela situação, um caniço longo dificultava os pinchos, mas em lugares abertos ou embarcado ela é uma opção adequada. Pela falta de uma linha mais resistente, optei por usar uma linha de flurocarbono de 20lb, que normalmente uso com as bigbaits.

Como estava impossível pescar no visual, mudamos de ponto, do outro lado do lago. Lá encontramos um lugar em condições melhores, mas mesmo assim mal, enxergávamos a isca na água. 

O local era raso, com muitas árvores e troncos. Parecíamos estar dentro de uma floresta inundada, lugar perfeito para testar a Tobi-kichi, lançando-a com arremessos curtos (pitching cast) próximo das galhadas, onde provavelmente o bass estaria.

Com os óculos polarizado enxergava de relance a isca descer e subir perto da estrutura. Num certo momento avistei uma sombra sair de dentro da estrutura e atacar a artificial. Imediatamente dei aquela fisgada e tentei evitar que o bass entrasse na estrutura. Era um belo bass de 45 cm, que foi fotografado junto com Teru Bombada.

Depois de solto, logo em seguida, o amigo engatou seu primeiro bass do dia. Fisgamos alguns peixes de 40 cm naquele local, mas não eram os basses que estávamos procurando. 

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