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Renegade: mais uma opção para pesca traíra

por Fábio Zurlini
Postado em 09 de Março de 2018

Isca foi desenvolvida para a pesca do black bass, mas pode render muito bem com outras espécies

A Renegade é formada por uma hélice, seguida de uma haste longa, seguida por uma cabeça achatada de formato triangular, que faz com que o fluxo de água a faça ficar na superfície; e um  grande e afiado anzol offset, que recebe um shad soft de 4 polegadas.

Existem duas variações dessa buzzbait: uma com uma lâmina tradicional de duas pás; a outra, com uma lâmina de quatro pás.

A primeira é feita de alumínio, para fazer muito barulho e ter deslocamento de água maior. Já a segunda seria uma versão finesse, com uma lâmina menor e de quatro pás e feita de acrílico, que por ser pequena é muito mais silenciosa, sendo o deslocamento de água mais discreto.


Mas aquilo de que  mais gostei nela foi o barulho e seu rastro durante o nado, que deixa pequenas bolhas.

Para completar esse belo conjunto, nada da tradicional saia de borracha. No seu lugar, vai um shad realista de última geração, também da Megabass, com tamanho de 4 polegadas.

Perfil

A Renegade foi desenhada para a pesca do black bass, em locais rasos, preferencialmente com muita vegetação.  

O formato, com a hélice na frente e o anzol protegido pelo soft, a torna praticamente à prova de enroscos, diria que é quase impossível que ela se prenda em algum lugar. 

Se o local de pesca tiver algas, é  importante sempre dar uma limpada na frente da hélice. Apesar de a isca ter um protetor no local, é normal que as algas mais finas atrapalhem o giro da lâmina.

Para conhecer o potencial dessa nova isca, da qual   já havia assistido sua ação em vídeos produzidos por pescadores japoneses e norte-americanos, fui experimentar em uma espécie bastante popular: a traíra. 

Simples, mas eficiente

A forma mais simples para trabalhar essa artificial e que pode ser aplicada por qualquer pescador, até pelos iniciantes, é o recolhimento contínuo.

Você pode variar essa ação alternando a velocidade de recolhimento, ora mais rápido ora mais lento, até achar aquela que vai despertar o interesse do predador. 

Não adianta jogar e recolher sempre com a mesma velocidade, pois há dias em que o predador estará mais ativo, procurando  presas mais rápidas, e dias em que estará menos ativo, atacando presas que se movam lentamente.

Um segundo trabalho, que só poderá ser utilizado com o modelo de quatro pás, é intercalar toques secos durante o recolhimento contínuo, quase como um trabalho de isca de hélice. O toque curto e seco não deve ser com força bruta, pois fará a isca capotar ou sair da sua linha de natação; o pescador, então, irá determinar sua linha de toques. Essa técnica funciona melhor em dias em que os peixes estão ativos. 

Acredito que na pesca do tucunaré, quando ele está no capim, vai ser imbatível, pois o pescador poderá jogar sua isca com anzol dentro do mato sem que ela enrosque.

Nessa situação, é comum ver o peixe atacar a isca próximo do ponto em que a isca vai sair da estrutura. 

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