Mundo Pesca

Qual a tralha para pescar dourado?

por Redação/Fotos: Pepe Mélega
Postado em 08 de Janeiro de 2018

O que você deve levar em consideração na hora de escolher o equipamento correto na busca pelo “rei do rio”

Qual a tralha para pescar dourado ? Essa parece uma pergunta fácil de responder, não é? Conforme vamos nos aprofundando sobre o tema, as variáveis que precisam der levadas em consideração na hora de separar o equipamento certo para o lugar certo, além das novidades do mercado, essa tarefa nem sempre é das mais simples. 

Pensando nisso elaboramos esse guia, que vai te ajudar a eleger o equipamento ideal para a sua aventura com os dourados de água doce, o Salminus brasiliensis, que encontramos no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e nos países vizinhos Argentina, Bolívia (que é uma outra espécie), Paraguai e Uruguai.

Primeiro 
É sempre importante lembrar que esse magnífico peixe é um predador rápido e resistente. Atinge grande porte, podendo alcançar 130cm de comprimento e pesar 30kg. Ele tem a boca muito dura, o que dificulta a penetração do anzol quando fisgado, por isso não é muito fácil de se manter fisgado. Para piorar, o dourado salta muito para fora da água, se contorcendo todo. 

Possui uma mandíbula poderosa e dentição acentuada que permite cortar com facilidade sua presas mesmo as de tamanho mais avantajadas (é comum atacar piaparas e corimbas com mais de 50 cm).

Com essas informações já deu para notar que existem alguns cuidados a serem tomados na hora de preparar a tralha. Um deles é muito importante para o sucesso do embarque de exemplares: um pequeno líder de metal, que pode ser um pedaço de aço flexível ou não. Hoje existem variações desse material no mercado, inclusive de titânio, que protege a linha da poderosa dentição do espécime. 

Já a linha principal, a preferência recai para as de multifilamentos. Elas são muito resistentes e possui um diâmetro inferior ao monofilamentos de mesma resistência. Na prática isso garantes arremessos mais longo e ajuda a atingir profundidades maiores, especialmente quando praticamos o corrico. Vale lembrar que impede a escolha de um monofilamento de náilon ou até do floucarbono, mas acredite, o mais adequado é uma multifilamento.
 
Se for pescar arremessando iscas artificias junto a margem e ou estruturas (pedras e ou paus) aparentes no leito do rio opte por uma linha mais resistente algo próximo a 0,30mm de espessura o que equivale em alguns caso até a 50 lb de resistência no estiramento - é mais que o necessário para ter sucesso no embarque. Opte pela multi de 8 fios, que são as melhores na pesca de arremesso. 

Se for pescar no fundo, corricando no leito do rio o ideal é usar mais fino, 0,20mm (30 lb de resistência em média) dá conta e leva sua isca natural ou artificial para o fundo de maneira adequada. Procure por um marca confiável.

Carretilha ou molinete?
Ambas são ferramentas excelentes para arremessar, recolher e brigar com o dourado. A escolha depende muito do gosto pessoal. 

O importante é que tenha uma boa friçção. Isso não significa que necessite de um drag alto e sim um que libere linha de forma macia e constante quando necessário. Quer uma referência de capacidade de fricção? Ok, entre 6 e 10 lb (aproximadamente 3 a 5 quilos) é muito bom. 

O tamanho e o peso também são pontos importante. Escolha um que porporcione maior conforto para pescar durante o dia inteiro.

Na modalidade arremessos, o material deve contar com pelos menos 120 metros de capacidade da linha escolhida. Para a pesca de corrico ou de fundo o desejável e ter capacidade de 200 metros no mínimo - isso equivale a carretilhas de tamanho 2 ou 3 e molinetes 3 a 4 existentes no mercado. 

Para finalizar fique atento a velocidade de seu equipamento. Os modelos de velocidade alta ficam em segundo plano, pois seriam indicadas para o uso de iscas de superfície ou com iscas de barbela menor em pontos de pouca corrente. Como o caso citado acima é o menos usual, o mais recomendável é usar um modelo de velocidade média ou lenta, para trabalhar iscas de barbelas no meio da correnteza. 

Iscas artificias
Depende da escolha do local onde se vai pescar, mas a regra em geral é de iscas com tamanho entre 9 a 15 cm de comprimento com ação de superfície - tipo zara, popper e stick, de sub superfície como a twitch bait, de meia água barbelas no geral e os jigs e soft baits com head jig para o fundo. 

Uma boa dica é usar artificiais menores de barbela, providas de garateias extremamente afiadas e resistentes. Essas iscas se acomodam melhor na boca do peixe e fazem uma menor alavanca quando peixe salta chacoalhando a cabeça, diminuindo um pouco as perdas. 

Se a ideia for pescar com iscas naturais é importante escolher um bom anzol. Há muito desenhos e modelos atualmente. Um bastante comum é do tipo O’shaughnessi de 7/0 a 9/0 com ou sem farpa na haste, pois ele tem uma haste mais longa e é forte.

Outra boa alternativa é o Maruseigo 30 para os menores e 40 para os maiores. Há também os tipos circle hook ou in line circle de 7/0 a 10/0, sendo que um segredo para usar esse modelo é não dar a fisgada.

Quando o peixe atacar, apenas vá abaixando a ponta de vara e quando ela chegar perto da água apenas comece a girar a manivela da carretilha ou levante a ponta de vara, sem trancos. Este anzol tem um formato especial que evita que o peixe engula a isca e  se prenda em praticamente 100% das vezes no canivete da boca.

Varas de pesca
Aqui a recomendação é por uma vara reforçada, mas que seja cômoda para  arremessaro dia inteiro. 
Apesar de pouco usada, uma vara de tamanho 6’6” (1,98m) é muito interessante porque garante longos lançamentos e fisgadas efetivas. Ainda para a pesca de pincho a libragem pode ser de até 20 lb ou 25 lb.

Para corricar ou pescar no fundo a preferência é para 25 lb ou até 30 lb. 
Uma vara de 6’6” para linhas de 25 lb e casting de até 1 1/2 oz (42,5 g) pode ser um bom coringa. O ideal é ter duas a de pincho mais rápida e a de fundo, corrico mais moderada. 

Acessórios
Leve snaps ou as presilhas para efetuar troca rápida da isca artificial, procure por uma marca confiável e com no mínimo com resistência de 60 lb. 

Carregue também um alicate de contenção para poder manipular o peixe dentro d’água para retirar o anzol ou garatéia e para poder fazer a foto antes de soltar. Para retirar o anzol, use alicate de bico longo. 

Uma recomendação ao embarcar é que não o faça só com o alicate de contenção na vertical, uso a outra mão para apoiar o peixe pela barriga. Faça as fotos rápido e pratique o pesque solte. 

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