Mundo Pesca

Tralha para pescar tambaqui no pesqueiro

por Pepe Mélega
Postado em 05 de Março de 2018

Tambaquis e tambacus, os “tambas”, são os queridos do pesqueiros pelo Brasil inteiro. A escolha certa do material fará a diferença na pescaria

Tambaquis e tambacus são os favoritos dos adeptos dos pesques e pagues pela sua adaptação, força e tamanho. Existe uma legião de fãs que se organiza em times, clubes, associações com torneios próprios e abertos.

Mas o que usar para pesca-los e o que é o mais indicado para suas capturas em pesqueiros? Pesquisamos, perguntamos e fomos ao mercado descobrir o que é mais vendido para a pesca dos redondos nesssas condições.

Varas

Há uma unanimidade que elas devem ser longas, a partir de 7’ (2,13 m) de comprimento e muitos afirmam que 8’ (2,43 m)  é o ideal. A resistência indicada seria de 40 a 50 lb e cabos em EVA - já que são empregadas na molidade de espera em diversos tipos de suporte.  O comum é ser composta em duas partes. A explicação é o transporte que fica facilitado e não altera o desempenho.

Molinete e carretilha 

O que se vê é, no mínimo, no padrão de tamanho 3 (30, 300 ou 3000). Alguns usam 4. O molinete aparece como preferência, porque muitos acreditam que a fixacão dele é melhor que a da carretilha. Mas acredito que essa é uma disputa muito próxima, pois muitos não abrem mão da carretilha, apesar de que nesse detalhe elas levam desvantagem.  No entanto, os novos modelos de carretilhas de perfil baixo que possuem boa capacidade de linha levam vantagem pelo conforto - a ergonometria na hora da briga é um ponto sempre mencionado. 

Linha  

O multifilamento me pareceu estar liderando as escolhas - na resistência de 35 e 40 lb são os mais usados. Há quem goste de usar monofilamento de náilon,  já que a elasticidade  é muito importante na briga com os grandes. A espessura 0,40 a 0,50 mm é a melhor indicação.

Líder  

O espécime possui dentição destacada. Logo, ter um líder ou empate em material metálico é importante. Recomenda-se um flexível entre 40 e 50 lb de resistência. Há quem faça uso direto sem líder de náilon ou fluorcarbon, com intuito de a ligação da isca com a linha principal ficar “mais invisível”. 

Opinião pessoal: lagos de pesqueiros costumam não ter uma água transparente. Encontramos oxigenadores que movimentam a água e não permitem a decantação. A água se torna mais escura e os peixes mais condicionados ao som pela forma com são alimentados, motivo que não considero fundamental o uso de líder para invisibilidade, mas acho interessante um líder de absorção - feito em náilon que tem característica de elasticidade, para facilitar o embarque final, quando os movimentos de cabeça do peixe são mais violentos.  

Anzóis  

Há muitas opções. O modelo maruseigo e octopus sempre estão em evidencia padrão de 2/0 a 3/0. Mas sempre se trata de uma escolha pessoal.

Iscas 

Aqui são diversas, desde as oferecidas pelo pesqueiro, passando por salsicha e mortadela. Massas diversas também são usadas. Nas artificias predominam as miçangas em diversas configurações, sendo as chamadas anteninhas as mais usuais.

Acessórios

Não podem faltar alicate para retirar o anzol, luvas são sempre indicadas, mas o indispensável a meu ver é um passágua ou puçá desenvolvido pela Miramar - é grande, prático e com um pega extra que facilita a retirada do peixe d’água. Há também o tapete, sim um tapete, feito de material sintético para manipular o pescado e solta-lo em segurança.  

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