Fique por dentro!

Especial: Dia das Mães pescadoras

por Guilherme Monteiro
Postado em 10 de Maio de 2017

Conheça a história da dona Shirley Jardim de Jardim, de 82 anos, uma vida de história e amor na pescaria

No segundo final de semana de maio temos o Dia das Mães. Já pensou numa mãe pescadora, que ainda aos 82 anos de idade acompanha os três filhos nas pescarias e acampamentos? Sim, isso mesmo. Essa é a linda e contagiante história da dona Shirley Jardim de Jardim, que além de tudo é uma excelente pescadora, e acompanhou várias transformações do mundo da pesca ao longo de tantos anos.

Dona Shirley, “Tia” como carinhosamente todos a chamam, tem três filhos homens, os “guris”, como ela diz. Cleider, o mais velho, está hoje com 64 anos, Cledi tem 61, e o caçula João é um “guri” de 57 anos. Sua família é originária da localidade conhecida como Rincão dos Jardins, nas proximidades do Rio Negro, em Bagé (RS). E não é atoa que, além de seu sobrenome vindo de pai e mãe, seu marido também era Jardim, o que fez a família Jardim de Jardim. 

Todos dizem que quando eles vão a um evento, ou mesmo numa pescaria: “que chegou a jardinagem”. Raras são as vezes em que esta família pescadora se separa.

Tia Shirley conta ainda que, quando criança morava no Espantoso (RS), localidade também ao lado do Rio Negro, e que com o seu pai aprendeu a pescar muito cedo. Eles iam ao rio com caniços de bambu, e boia feita de corticeira, pescavam piaparas com milho tratado. 

Assim ela fez com seus filhos, muito cedo já os levava para o mato, e acampavam até por dez dias. “O pequeno pescava de lambarizeiro e os maiores com linha de mão”, diz. Assim foram por longos anos, uma família que pesca junto, com muito amor e carinho envolvido.

Os anos passaram, e com o tempo vieram morar na cidade, e mesmo assim sempre mantiveram o costume de ir à beira d’água. Seus filhos são exímios pescadores, e o menor, João, é além de tudo um espetacular artesão, sendo todas, ou a maior parte das suas iscas artificiais produzidas à mão por ele. 

Mais uma faceta interessante desta linda história, pois com os “cabos de vassoura”, como ele chama, já inclusive ganharam provas e campeonatos de pesca com artificiais.

Ao ser questionada sobre como era o rio antigamente, Tia Shirley relata que era muito mais vivo, pois não existia lavoura, nem tampouco pesca predatória, como teve por muitos anos. Ela vê que o pesque-e-solte com o uso de iscas artificiais é uma evolução. 

“Isso ai é uma maravilha, já mudou outra vez, e hoje tem mais peixes, meus netos e bisnetos terão assim o seu futuro como pescadores garantidos, pois terão peixes em abundância para pescar”.

Confira mais detalhes sobre esta mãezona pescadora no vídeo a seguir: 

Newsletter

CADASTRE-SE E RECEBA TODAS NOSSAS NOVIDADES!

comentários