Fique por dentro!

O encantador Suiá-Miçu

por Juninho
Postado em 13 de Agosto de 2018

Mais uma vez estivemos num lugar que sempre vale a pena a visita. Confira porquê!

O Suiá-Miçu é um rio que fica a mais de 1500 km de minha casa. Sempre vou até lá por meio de viagem rodoviária e mais uma vez contei com a boa companhia de minha mulher, Rosa. 

Chegamos em Querência do Norte (MT) e seguimos o trecho final  com 100 km de estada de terra. O cenário é lindo e as paradas são obrigatórias, ainda mais para um casal de pescadores apaixonados pela natureza. Sem nenhuma dúvida a pescaria já começa ali, pois fica evidenciado nos nossos rostos o prazer que nos encanta.

Esta foi a minha quarta vez naquele lugar. Durante aquela longa viagem meus pensamentos me perguntavam:  o que me fazia voltar anos após anos, e continuo com vontade de regressar?

Vários pontos de interrogação surgiram em minha cabeça.  Procurei pensar neles e apresento as respostas a seguir... 

Um rio instigante 

Já no primeiro dia, na primeira manhã, eu comecei a pescaria com a isca de superfície JJ-110 - Juninho Jumping -  com trabalho fiel de zara, mais para lento, fazendo ela se contorcer. Algo fácil de fazer com este modelo de isca. Em poucos arremessos, uma grande ação se fez presente. 

Isto confirmou que o Suiá-Miçu e seus afluentes são redutos destes peixes pré-históricos.  Como eu, uma grande fatia de nossa classe é apaixonada por esta espécie implacável, que ataca iscas impiedosamente. 

Os trairões mesmo quando se soltam, rapidamente voltam a atacar e dar alegrias a outros pescadores. 
Um dos ataques comigo se sucedeu ao aviso do guia, meu xará Juninho. Até lembrei do querido mestre Gugu. Em um de seus programas de TV da Pesca & Companhia, teve uma ação também com zara e exclamou: “o peixe é um animal, e desprendeu muita energia para atacar a isca desta forma. Vamos esperar alguns minutos para que ele se recomponha e assim atacar novamente com ferocidade”.

Então, no arremesso seguinte, Gugu capturou o grande exemplar com maestria. Acredite: aquele momento que ele viveu e transmitiu para todos foi lembrado por mim naquele instante. Eu, como sou fã dele, fiz da mesma forma. 

Com arremesso e trabalho preciso. E não deu outra: a explosão e o ataque feroz na minha isca, o engate e uma grande briga se sucedia.  Eu estava com vara de 6-15 lb e fazia um confronto de equilíbrio de poderes. A linha multifilamento de 50 lb foi forte o suficiente para uma longa batalha. E aquele animal monstruoso, na casa de seus 10 kg, já se mostrava dando sinal de cansaço, até ser completamente vencido.

Aquele peixe, naquela manhã, fez toda a grande viagem já valer a pena. E saindo daquela lagoa, a Rosa captura um lindo tucunaré de  4 kg, para nos alegrar ainda mais.

A íntegra desta reportagem você confere na Edição 284 da Pesca & Companhia

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