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Paraguaios e argentinos trocam acusações de maus tratos policiais no Rio Paraná

por Redação
Postado em 19 de Setembro de 2018

Vizinhos estão se acusando de invasão da margem do rio por parte de agentes ambientais para coagir pescadores

O deputado paraguaio Hugo Capurro acusa policiais argentinos de maus tratos a pescadores, amadores ou profissionais, de seu país. Segundo ele, a denúncia será levada a Chancelaria de Assunção, com o objetivo de que o assunto seja discutido entre os dois países vizinhos.  No entanto, existe a mesma reclamação do lado argentino.

Argentina e Paraguai dividem um longo trecho do Rio Paraná. É na fronteira que abrange desde a cidade de Ayolas até Paso de Pátria, do lado paraguaio, e Ituzaingó a Paso de La Pátria, na margem argentina, que as abordagens truculentas ocorrem. 

De acordo com Capurro, os guardas argentinos estariam cruzando os limites da fronteira para impedir que paraguaios continuem pescando. E, segundo ele, a guarda paraguaia nada faz. “Ficam apenas de braços cruzados. Precisamos fazer com que os dois governos conversem sobre este tema”, diz,  em contato com o jornal paraguaio ABC Color.

Na última sexta-feira, 14, foi a vez de um argentino acusar policiais paraguaios de tê-lo forçado a avançar sobre as águas alheias e assim “proceder com a fiscalização”. Os agentes teriam retido o pescador por muitas horas e, mesmo sem supostamente terem conseguido provar qualquer infração, o multaram.

“Me tomaram a lancha e todos os equipamentos de pesca. Eles me acusaram de pescar em águas paraguaias mas, na verdade, eles que me forçaram apontando uma arma”, conta ao jornal argentino Primera Edición, o pescador Ricardo Florentin. Ele agora depende de um entendimento entre a Armada Paraguaya e a Prefectura Naval Argentina para recuperar o material apreendido.

Vale lembrar que existe um dilema na região ligado à cota zero. Enquanto em boa parte da fronteira os argentinos protegem espécies como o dourado e o pintado, os paraguaios aboliram esta medida desde 2013.  Sendo assim, pescadores amadores precisam ficar atentos para saber em qual país estão pescando se decidirem abater algum exemplar. 

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